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“É fácil amar o outro na mesa de
bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de
domingo, nas festas agendadas
no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E
entende tudo errado. E paralisa.
E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos
já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que
a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao
seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa
se sentir amado. Eu não acredito na existência de
botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de
transformação, no gesto aliado à vontade, e ,especialmente,
no amor que recebemos, nas
temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.” -

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Pode demorar, mas por pior que seja a tempestade, ela não dura para sempre.
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(via itsfuckinglife)
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Não é legal ter a conta suspensa no twitter =/
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(via psychicbind)
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releasethepoison asked: vee *-*
♥
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breenda-pepe asked: E você acha isso bonito... andar sempre sumindo? :~
eu sumo mas eu volto! HAHAHAHAHAHAHA <3
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~ Chegadas e Partidas ~
Sou como uma rodoviária. Na verdade, todos são. Que outro lugar se não uma rodoviária condensa sob o mesmo teto a alegria do encontro e a tristeza de uma despedida? É como ter pedaços de mim em logradouros distantes, em cidades inóspitas…
Recebo, também, de todo lugar, pedaços do Brasil, pedaços do mundo que, como imãs, aplicam-se sobre a minha pele e lá ficam para a posterioridade, exibidos por onde passo.
Algumas rodoviárias ficam entre as matas, outras parecem que são encobertas por nuvens de chuva, e há aquelas quentes como o Deserto do Saara…
Tem gente que tem medo de viajar!
Com medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar; são rodoviárias fechadas. No entanto, a gente só percebe o calor do abraço quando sente a dor de respirar o ar frio da solidão, você enfrenta as estradas com toda sorte que houver, mas não percebe que viagem alguma te encontra no radar.
Sou como uma rodoviária. Chegadas e partidas são as únicas certezas da minha vida. Meus olhos estão virados pro futuro, focados na estrada que se prosta a minha frente. Encontro em mim, com igual facilidade, motivos para persistência ou para desistência. E continuar pra quê? Continuo com a força que levo pra vida.
O saldo positivo disso é a quantidade de ônibus que acolho em minhas plataformas.
Pedaços de histórias que conto para eu mesmo todo dia, enquanto ergo um tímido sorriso quase que instantâneo de realização.
E você, rodoviária em reforma, ta esperando o quê, olhando pros lados?
(Ônibus não tem parada em rodoviária fechada)
